As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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A que 'povo meu' o Senhor esta se referindo em Apocalipse 18?



https://youtu.be/URE8pvUN-yw

Aqueles que defendem a ideia de que a Igreja irá passar pela Grande Tribulação costumam citar este versículo de Apocalipse 18:4, por isso sua dúvida é quem seria esse "povo meu" ao qual o texto se refere. A passagem é: "E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas." (Ap 18:4).

Meu entendimento é o de que essa advertência pode ter um duplo objetivo. Ela serve para alertar os que hoje fazem parte da Igreja a saírem desse sistema religioso edificado sobre o princípio de Babel e cujo embrião já existe há séculos. Também servirá para alertar os que, depois do arrebatamento da igreja, se converterem pelo testemunho do remanescente de judeus fiéis e estiverem de algum modo associados ao sistema da falsa igreja.

Pessoas que não escutaram o evangelho antes do arrebatamento poderão se converter depois, mas quem escutou antes não, já que Deus enviará a operação do erro de 2 Tessalonicenses 2 para que creiam na mentira.

"E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade." (2 Ts 2:8-12).

Em um certo sentido podemos considerar o Livro do Apocalipse, a partir do capítulo 4, como uma continuação do ponto onde pararam os profetas do Antigo Testamento, os quais não profetizaram nada sobre a Igreja porque era um mistério escondido em Deus que seria revelado a Paulo. Essa ordem de sair de Babilônia já tinha sido dada no Antigo Testamento, tanto de forma prática quanto profética.

"Fugi do meio de Babilônia, e livrai cada um a sua alma, e não vos destruais na sua maldade; porque este é o tempo da vingança do Senhor ; que lhe dará a sua recompensa. Babilônia era um copo de ouro na mão do Senhor , o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso as nações enlouqueceram. Num momento caiu Babilônia, e ficou arruinada; lamentai por ela, tomai bálsamo para a sua dor, porventura sarará. Queríamos curar Babilônia, porém ela não sarou; deixai-a, e vamo-nos cada um para a sua terra; porque o seu juízo chegou até ao céu, e se elevou até às mais altas nuvens... Saí de Babilônia, fugi de entre os caldeus. E anunciai com voz de júbilo, fazei ouvir isso, e levai-o até ao fim da terra; dizei: O Senhor remiu a seu servo Jacó." (Jr 51:6-9; Is 48:20).

Walter Scott em "Exposition of the Revelation of Jesus Christ" escreve:

O aviso 'Saí dela, povo meu' é, evidentemente, aplicável a todas as épocas, e nunca fica ultrapassado onde quer que a Babilônia, em princípio, seja encontrada. Mas a exortação tem sua força especial na derrubada de Babilônia de seu poder e grandeza (Ap 17:1-8) e antes de sua condenação final (AP 18:1-24). A ordem é imperativa. Babilônia, como sistema, não pode ser reformada segundo os padrões bíblicos, e por isso aqui não existe senão apenas um passo a ser dado pelos que são da fé: o passo de separação daquilo que leva falsamente o Nome de Cristo. Não há dúvida de que alguns verdadeiros crentes serão encontrados na Babilônia, até mesmo em sua pior e mais corrupta condição, provavelmente por terem desejado se livrar da perseguição e morte. Esses que se abrigam nela devem se separar completamente de Babilônia, ou se tornarão participantes de suas pragas caso continuem nela (essas pragas são morte, pranto e fome, conforme o versículo 8).

O aviso é fundamentado em duas bases:

1) "para que não sejas participante dos seus pecados". Os que permanecerem nela serão participantes de sua culpa.

2) "para que não incorras nas suas pragas". O aviso aqui tem a ver com as consequências — judiciais e administrativas. Em hipótese nenhuma está sendo colocada em risco a segurança eterna por causa deste aviso. Aqui se trata da culpa e punição de todos os que permanecerem na Babilônia. Deus está prestes a subverter todo esse sistema eclesiástico apóstata com uma ruína completa e irremediável, e tendo em vista essa descarga final de ira, aqui chamada de "pragas", ouve-se um último aviso, "Saí dela, povo meu!". Naturalmente devemos concluir que o êxodo de santos de Babilônia seja ao cair de seu último golpe, esmagando-a até ao pó. Como alguém já comentou, "O juízo completo ocorre depois de o povo de Deus sair dela". (Walter Scott em "Exposition of the Revelation of Jesus Christ")

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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