As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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O que acha de grupos de estudos de irmãs?



https://youtu.be/PIbOvRYrCGE

Devemos sempre partir do princípio de que o Senhor estabeleceu papéis bem definidos para homens e mulheres na igreja. Você encontra isso ao longo de toda a doutrina dos apóstolos. A maioria nem sempre aceita isso porque prefere dar mais valor às modas e costumes do que à Palavra de Deus. Quando você exclui o senhorio de Cristo, a cabeça da Igreja, algo precisa tomar o seu lugar, e esse algo infelizmente é a vontade humana. Foi assim num dos períodos mais tristes da história de Israel, descrito no livro de Juízes: "Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos." (Jz 21:25).

Quando mulheres cristãs decidem formar grupos, seja presenciais ou em redes sociais, alguns cuidados devem ser tomados, e aqui estou falando de irmãs congregadas ao nome do Senhor. Talvez nada disso faça muito sentido para aquelas espalhadas pelas diferentes denominações e organizações religiosas, onde hoje encontramos mulheres pregando publicamente e até ocupando caros e função de liderança em igrejas. Foram ao mundo, e não a Deus e à sua Palavra, em busca de direção, como orientou Paulo: "Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados." (At 20:32).

Numa época quando o ministério de Paulo é tão evitado, depreciado e até zombado entre cristãos, vale lembrar do que ele escreveu: "O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco." (Fp 4:9). E o que tinham eles aprendido de Paulo? Dentre outras coisas o lugar que a mulher deve ocupar na hierarquia em casa, na vida pública e em especial na Igreja.

Portanto quando ele escreve, não apenas aos coríntios, mas "aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso" (1 Co 1:2) ele está falando também para cristãos de qualquer época e lugar. Mas alguns acham as cartas de Paulo um mero compêndio de costumes para serem aplicados às mulheres gregas de seu tempo, com um viés de solteirão machista, ou então a prostitutas de cabeça rapada, como ensinam os pregadores que buscam fora da Bíblia elementos para entender a Bíblia.

Mas a alma simples e sincera logo percebe que uma instrução, por exemplo, da cobertura da cabeça para a mulher que ora ou profetiza, isto é, que fala para Deus e da parte de Deus onde quer que esteja, não fora dada por causa de costumes humanos, mas "por causa dos anjos" (1 Co 11:10). Sabe me dizer se os anjos de há dois mil anos tinham costumes diferentes dos de hoje? E a ordem definida para a reunião dos santos em igreja ou assembleia, de que as mulheres permanecessem caladas, não fora dada por causa de mexeriqueiras que não sabiam ficar quietas nas reuniões, mas por serem "mandamentos do Senhor" (1 Co 14:37).

Será que você é daqueles que foram na conversa de que isso tudo seriam mandamentos de Paulo? Ora, é muito mais depreciativo esse argumento de alguns pregadores de que mulheres não sabem se comportar numa reunião pública por serem tagarelas, do que simplesmente acatar que "as vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei." (1 Co 14:34).

Que lei era essa? A regra e ordem das coisas estabelecidas para a mulher antes mesmo de ter sido dada a Lei Mosaica. Essa "lei" era a ordenação dada pelo Senhor no Jardim do Éden, quando disse a Eva "o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará" (Gn 3:16). Exatamente, muitos acham que "lei" são apenas os mandamentos dados a Moisés, mas Deus já dava mandamentos de lei lá no Éden, e o da sujeição feminina era um deles. Não me olhe assim, não fui eu quem inventou isso.

Paulo depois viria a corroborar isso e acrescentar mais alguns pontos, como o da oração pública ou "em todo lugar" reservada aos varões — "Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar" —; e da modéstia que caberia à mulheres, "As mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras." (1 Tm 2:8-10).

Pedro também falaria deste assunto em sua carta: "O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; " (1 Pe 3:3-5).

Aqueles que pensam que estas passagens proíbem adereços exteriores, como anéis, colares, maquiagem ou arrumar os cabelos, não entenderam realmente o que Paulo e Pedro estão dizendo. Vamos parodiar isto para o mundo automotivo. Pense no chefe de uma equipe de pilotos de corrida dando instruções de como vencer a competição: "Quero que a performance de seus carros não esteja na cor da carroceria e nos adesivos exteriores, e sim na perfeição técnica e capacidade do motor e do câmbio, além da habilidade de vocês na direção".

Finalmente, em sua carta a Timóteo, Paulo chega ao ponto do ensino, e é bom entender que ensinar não deve ser confundido com o testemunhar de Cristo na entrega das boas novas, como foi o caso de Maria designada pelo próprio Senhor para avisar os outros de sua ressurreição. "Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor, e que ele lhe dissera isto." (Jo 20:17-18).

A Timóteo o apóstolo deu instruções bem claras que aceitamos como vindas do Espírito Santo de Deus: "A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido ('autoridade de homem' no original), mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão." (1 Tm 2:11-14).

A inimizade que Deus colocou entre Satanás e a mulher lá no Éden, depois de os dois haverem criado um vínculo de amizade na tentação, prevalece até hoje. Isso faz da mulher, não apenas "vaso mais fraco" ou "parte mais frágil" (1 Pe 3:7), mas o alvo preferido de Satanás em seu desejo de enganar. Lembre-se de que "Adão não foi enganado, mas a mulher sendo enganada, caiu em transgressão" (1 Tm 2:14).

Se estas verdades não são hoje muito populares, e algumas mulheres devem estar fervendo de raiva por escutarem isto, adivinhe a razão de se sentirem assim tão resistentes? Exatamente: elas estão enganadas pelo mesmo "dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás" (Ap 20:2), que fez Eva duvidar do que o Senhor havia dito. E o que temos hoje em mãos, conhecido como Bíblia, é o que Deus disse e quis que ouvíssemos e praticássemos. Nos primeiros três capítulos de Apocalipse por sete vezes é repetida a exortação "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.". Você tem ouvidos?

Quanto a irmãs se reunirem, de maneira presencial ou virtual para compartilharem das coisas do Senhor e outras atividades, não vejo problema nisso, desde que resguardadas certas condições que são bíblicas. Se existirem varões nesse grupo, que sejam eles, e não elas, os que tomem à frente na hora de ensinar, deixando para as irmãs a liberdade de fazer perguntas e tirar dúvidas.

Também acredito que reuniões de irmãs possam acontecer naturalmente, não como algo que precise ser institucionalizados, tipo, "Irmãs, que nome daremos ao nosso grupo?", como se estivessem fundando uma religião, empresa ou "Clube da Luluzinha" (se é que as novas gerações sabem o que seja isso...). Quando você convida um grupo de amigas para irem à sua casa conversar, será que o primeiro assunto em pauta será dar um nome àquele grupo de visitantes. Será que vão gastar tempo desenhando uma logomarca, elegendo uma líder ou traçando as diretrizes do grupo? Não, elas simplesmente se sentarão para conversar, orar, cantar, comer um lanche ou qualquer coisa assim.

Suponha que duas irmãs estejam conversando regularmente entre si, em casa ou na Internet, e depois convidem outra para conversar, aí mais outra e assim por diante. Acho que todas aqui participam ou já participaram de algum grupo assim nas mídias sociais, com familiares, amigos, irmãos etc. para falar de algum assunto específico ou simplesmente para se ajudarem. Nada oficial, público, com nome ou logomarca, apenas uma conversa informal.

Digo isto porque é comum nas denominações grupos de estudos de senhoras, que são efetivamente estudos bíblicos onde geralmente há uma irmã liderando e ensinando doutrinas ou juntas lendo um livro de uma autora que é pastora de alguma igreja. Reuniões assim costumam ser erradas por natureza, pois o lugar apropriado para elas aprenderem não é em um grupo feminino, mas na assembleia quando congregadas ao nome do Senhor, tendo o Espírito Santo dirigindo e escolhendo quem ele quer "para edificação, exortação e consolação" (1Co 14:3).

Conheço irmãs que estavam em comunhão congregadas ao nome do Senhor e começaram a participar de reuniões com mulheres de diferentes denominações para o estudo da Palavra, geralmente lideradas por uma mulher mais experiente ou mais articulada com as palavras. Acabaram levadas pelo canto de sereia, abandonando a a comunhão. Afinal, as reuniões do grupo eram muito mais liberais, divertidas e adequadas aos tempos modernos do que a presença do Senhor no meio dos irmãos congregados.

Antes que me esqueça, se estamos congregados ao nome do Senhor isto é por causa dele no meio, não por causa dos irmãos, do entretenimento, por ser culturalmente correto ou por seguirmos algum grande pregador ou sermos fãs de uma banda ou cantora gospel. Quem chega às reuniões por causa de irmãos, eloquência no ensino da Palavra e diversão acaba indo embora decepcionado com irmãos, por falta de eloquência ou entretenimento.

Eu não veria problema em um grupo de irmãs, presencial ou virtual, desde que isso fosse feito por irmãs que já estão ensinadas na Verdade do que é o terreno de reunião. Poderia ser um exercício proveitoso quando mantido dentro dos parâmetros bíblicos. Portanto, há dois extremos de erro nisso: Primeiro, o de as irmãs não entenderem o papel da mulher, e segundo, o de os irmãos não entenderem o papel da mulher.

Não, eu não fui repetitivo, apenas fiz questão de frisar que o erro pode vir dos dois lados. Uma porque a maioria das irmãs que saem das denominações carregam ainda muitas ideias e práticas que não são bíblicas. Irmãs assim podem não saber onde traçar a linha divisória entre o que é o ministério das irmãs e o que deve ficar restrito aos irmãos. Mas existe também um erro cometido por irmãos que procuram desestimular tudo aquilo que não caiba no padrão daquilo que conheceram até aqui.

Sei bem o que é isso, pois quando comecei a gravar vídeos para falar do Evangelho nas redes sociais fui bastante criticado e desestimulado por irmãos que não entendiam a liberdade do trabalho de um evangelista. Por ser algo muito novo, amedrontava. Quando a fotografia foi criada muitos irmãos congregados ao nome do Senhor se opuseram àquela invenção por não estarem habituados ao novo. Achavam que reproduzir imagens de pessoas poderia incorrer na idolatria proibida na Palavra. Pode ter a certeza de que pisar em terreno novo e desconhecido pode amedrontar.

Então o que fariam as irmãs que desejassem se encontrar em um lugar físico ou virtual? Aquilo que a Bíblia diz que é apropriado às irmãs fazerem, começando com Tito 2:3-5:

"As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem, para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seu marido, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.".

Outra atividade? Estimularem-se mutuamente às boas obras, como era requerido das viúvas mencionadas por Paulo a Timóteo: "Tendo testemunho de boas obras, se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda boa obra." (1 Tm 5:10). As irmãs têm boa voz? Visitem orfanatos e asilos para cantar para crianças e idosos. Ou hospitais para entregar folhetos com mensagens evangelísticas ou de consolo e encorajamento.

Outro bom exemplo é o da vida de Dorcas: "E havia em Jope uma discípula chamada Tabita, que, traduzido, se diz Dorcas. Esta estava cheia de boas obras e esmolas que fazia." (At 9:36). Alguém veria mal se Dorcas convidasse outras irmãs para reuniões de costura a fim de praticarem essas boas obras, talvez fazendo ou recolhendo e destinando roupas para necessitados? Numa assembleia nova uma irmã que tenha conhecimento musical pode ensinar às outras os hinos ainda desconhecidos, ou simplesmente estarem juntas para cantar.

Muitas irmãs que conheço se reúnem para programar como irão ajudar numa conferência, quando há muitas necessidades. Nos países onde há menos recursos e os irmãos não podem pagar por um salão em um hotel ou um bufê para alimentar os participantes, as irmãs se reúnem para cozinhar. Enquanto isso os irmãos improvisam uma cobertura de bambu e folhas para fazer sombra aos participantes. Também há irmãs que se reúnem para orar, ou para criarem estratégias de como ajudar aos irmãos necessitados ou aqueles que saem em campo na obra do Senhor.

Em alguns países, inclusive no Brasil, há irmãs que se reúnem para produzir laminados, cartões, chaveiros, marca-páginas e outros objetos com fotos e versículos cortados de calendários já vencidos. Estes são plastificados e distribuídos em escolas, hospitais e asilos ou enviados a países com menos recursos. Uma folhinha do ano passado com versículos bíblicos, que num país de primeiro mundo seria jogada no lixo, é transformada em belos quadros — talvez os únicos —que irão decorar a parede de alguma casa num país menos desenvolvidos.

É claro que nessas reuniões não faltam orações e leituras da Palavra, além de encorajamento e aconselhamento mútuo, pois num círculo assim irmãs podem se abrir com outras irmãs de um modo como não poderiam se algum homem estivesse presente. Aliás, NUNCA é correto irmãos varões aconselharem irmãs mais jovens nos aspectos da vida doméstica, relacionamentos, matrimônio etc. Isso cabe às irmãs mais velhas, como ensina a Palavra.

Pollock escreveu um artigo interessante falando de irmãs que se juntam, não necessariamente para o ministério da Palavra, e sim para praticar boas obras e ajudar necessitados. Ali ele diz:

"Temos visto irmãos de mente estreita criticarem e se oporem a irmãs que desejam seguir o bom exemplo de Dorcas. Que isto sirva de reprimenda aos tais. Os irmãos de Jope estavam evidentemente contentes com a filantropia de Dorcas. Não foram duas irmãs, mas dois irmãos que viajaram a buscar Pedro. E o que Pedro faz? Será que ele irá se agarrar ao posto elevado de sua dignidade de apóstolo do Senhor? Irá ele dizer que o apóstolo, que foi porta-voz do Espírito Santo no dia de Pentecostes, é importante demais para correr atrás de uma irmã morta e de um grupo de viúvas que choram?

Não, a atitude de Pedro serve de reprimenda para irmãos que são críticos e nada empáticos. A cena é bela. Ali está Pedro, o principal dentre os doze, que esteve no Monte da Transfiguração, o porta-voz do grande dia do Pentecoste, na câmara de morte, com as viúvas reunidas em seu redor chorando e mostrando a ele as roupas e adereços que Dorcas tinha feito. É uma bela cena que brilha como uma das mais brilhantes na importante carreira de Pedro. (...)

Acreditamos ser extremamente marcante que Deus tenha decidido chamar Tabita de volta à terra como resposta às lágrimas das viúvas e à oração do apóstolo, para que continuasse a fazer sua boa obra por mais algum tempo. Será que isto não é um encorajamento às mulheres cristãs em todo lugar? Não se tratava de mera filantropia da parte de Dorcas, mas de um coração cheio de amor divino para o Senhor, o que a levou a se tornar uma mulher ativa e prática em atender as necessidades ao seu redor.

Que este pequeno artigo possa motivar algumas irmã a começarem um trabalho assim e se tornarem verdadeiras descendentes de Dorca em seu trabalho, ou juntando-se a outras que já façam esse trabalho que será amplamente recompensado. Não existem ao nosso redor apenas necessidades de viúvas e carentes, mas há necessidades para o campo missionário, que podem muito bem estimular nossa simpatia e ajuda prática. Ao regarmos outros, estaremos regando a nós mesmos." - A. J. Pollock

Volto agora a dizer que tudo isso não fará muito sentido a alguém imerso e encharcado do sistema religioso denominacional. O mundo sempre estará em franca oposição à Palavra de Deus e ao lugar que ele determinou para a mulher, mas enquanto alguns do mundo religioso possam detectar as transgressões mais evidentes, deixarão outras passar sem perceber.

Dou um exemplo: é comum vermos cristãos se opondo veementemente a questões como a prostituição, o sexo fora do casamento, a pornografia, o homossexualismo, aborto etc. Alguns fazem protestos públicos, tentam mudar leis, batalham veementemente até contra filmes e séries que mostram essas coisas.

Mas será que percebem de que forma sutil ideias contrárias à ordem estabelecida por Deus para o lugar do homem e da mulher vão sendo plantadas na mídia a fim de minar o modo de pensar de cada um? Será que você já percebeu a tendência de filmes e séries em sua oposição à Palavra de Deus? Não falo dos que descarregam toda sorte de vilezas e imoralidades, pois isso é facilmente detectával por qualquer um. Estou me referindo à tendência cada vez mais de se colocar uma figura feminina no papel principal e deixar para os homens um papel de meros coadjuvantes.

Não estou dizendo para você se revoltar contra isso, mas apenas para apurar seu olfato espiritual. Como o cristão deve agir? Não tentando barrar na sociedade tudo o que seja contrário à Palavra de Deus, porque isso seria como eu entrar na casa de meu vizinho e decidir o que ele pode ou não ver e fazer. Somos estrangeiros no mundo e o mundo vai continuar sendo mundo, mesmo que algum cristão sem noção tente pintá-lo de ouro ou fazê-lo seguir a Bíblia.

Então o caminho é nos deixarmos encharcar, a nós e a nossos filhos, da Palavra de Deus até nossos pensamentos, e os deles, serem formados pela mesma Palavra. Nós não impedimos nossos filhos de saírem de casa por existirem doenças contagiosas lá fora; nós os vacinamos. E para as doenças morais e espirituais que afligem a humanidade, não tentamos mudar o mundo ou vivermos numa bolha, mas buscamos nos tornar imunes a elas pelo poder da Palavra.

Mas, no caso das mulheres cristãs, em sua maioria infelizmente o que a Palavra ensina não é o que a carne deseja, então o sonho de muitas é estar num palco empunhando um microfone numa mão, uma Bíblia na outra, e fazerem papel de homem, mesmo que Deus tenha deixado claro: "Não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem" (1 Tm 2:12).

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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