As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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O que e' estar congregado ao nome do Senhor?



https://youtu.be/8H0A7GMT-SM

Você perguntou se eu poderia explicar o que significa na prática estar congregado ao nome do Senhor. Esta é uma pergunta que só poderia ser feita em tempos de ruína do testemunho cristão, pois no princípio ninguém jamais perguntaria isso, pois só havia um NOME ao qual os cristãos estavam reunidos, o nome de Jesus. "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles." (Mt 18:2). Esta foi sua promessa e ele não prometeu estar no meio de cristãos congregados em nenhum outro nome e nem mesmo em algum nome composto, do tipo "Jesus + Outro Nome".

Hoje, quando entendemos que o corpo de Cristo é UM e que não devemos dividir seu testemunho por diferentes denominações, por considerarmos que basta o NOME que está acima de todo nome para identificar o cristão, devemos procurar cumprir na prática o que o Senhor ensinou em Mateus 18:20. O cristão não precisa de outro nome ao qual estar congregado ou para ser identificado.

Em pelo menos oito passagens da Bíblia a Igreja é chamada "Igreja de Deus" (At 20:28; 1 Co 1:2; 10:3; 12:28; 15:9; 2 Co 1:1; Gl 1:13; 1 Tm 3:5), e não Igreja do Pastor Fulano ou Igreja Isso ou Igreja Aquilo. Mas obviamente os homens ignoram isso ou, numa tentativa de consolidar as divisões, acabam criando denominações como "Igreja de Deus", "Assembleia de Deus", "Igreja de Cristo", como se não fizesse parte da Igreja alguém salvo por Cristo, comprado pelo sangue do Cordeiro por não estar associado a essa denominação.

Portanto, forma bíblica para os cristãos estarem congregados não é ao nome de Jesus E DA Religião "X". Mas nos tempos de ruína em que vivemos nem todos dão importância a isso e acabam se acomodando à época, que em nada difere ao tempo de ruína do livro de Juízes.

Naquele livro, que registra um dos períodos mais tristes e tenebrosos da história de Israel, o Espírito Santo faz questão de repetir várias vezes que eles estavam sem governo nem direção, por isso cada um fazia sua própria vontade.

"Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos... Naqueles dias não havia rei em Israel... Aconteceu também naqueles dias, em que não havia rei em Israel... Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos." (Jz 17:6; 18:1; 19:1; 21:25).

Todavia Deus desde o princípio, ao escolher um povo como sendo SEU, avisou que o lugar aonde deviam ir e oferecer seus sacrifícios seria O SEU NOME, e não qualquer lugar à escolha deles.

"Mas o lugar que o Senhor vosso Deus escolher de todas as vossas tribos, para ali por O SEU NOME, buscareis, para sua habitação, e ali vireis. E ali trareis os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta alçada da vossa mão, e os vossos votos, e as vossas ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas. E ali comereis perante o Senhor vosso Deus, e vos alegrareis em tudo em que puserdes a vossa mão, vós e as vossas casas, no que abençoar o Senhor vosso Deus. NÃO FAREIS CONFORME A TUDO O QUE HOJE FAZEMOS AQUI, CADA QUAL TUDO O QUE BEM PARECE AOS SEUS OLHOS.... Então haverá um lugar que escolherá o SENHOR vosso Deus para ali fazer habitar o seu nome... Guarda-te, que não ofereças os teus holocaustos em todo o lugar que vires." (Dt 12:5-13).

Até a formação da Igreja, esse LUGAR era físico, pois o Senhor havia colocado o seu NOME em Jerusalém. Ninguém podia sacrificar em outro lugar e nem endereçar suas ofertas em outro lugar. Os judeus até mesmo oravam voltados para a direção física do Templo de Jerusalém, como vemos as instruções em dadas na dedicação do Templo e depois a prática na vida de Daniel.

"Toda a oração, toda a súplica, que qualquer homem de todo o teu povo Israel fizer, conhecendo cada um a chaga do seu coração, e ESTENDENDO AS SUAS MÃOS PARA ESTA CASA, ouve tu então nos céus, assento da tua habitação, e perdoa, e age, e dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, e segundo vires o seu coração, porque só tu conheces o coração de todos os filhos dos homens... E na terra, para onde forem levados em cativeiro... a ti suplicarem... e orarem para o lado da sua terra, que deste a seus pais, e para esta cidade que escolheste, e PARA ESTA CASA QUE EDIFIQUEI AO TEU NOME..." (1 Rs 8:38-39; 2 Cr 6:37-38).

"Quando Daniel soube que o edital estava assinado, entrou em sua casa, no seu quarto em cima, onde estavam abertas as janelas que davam para o lado de Jerusalém; e três vezes no dia se punha de joelhos e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer." (Dn 6:10). (Curiosamente os muçulmanos, que tanto brigam pela posse de Jerusalém, praticam uma versão pirata desse costume, pois estendem seus tapetinhos e se prostram em oração voltados para.. Meca!).

Mas chegaria um momento quando o LUGAR onde Deus colocaria o seu NOME deixaria de ser o Templo em Jerusalém e passaria a ser a própria Pessoa que tem o Nome acima de todo nome, Jesus.

"Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." (Jo 4:21-24).

Não somos convidados a adorar apenas em espírito, mas também em verdade, e adorar em verdade é fazê-lo segundo os princípios da Palavra de Deus, não da escolha humana. É reconhecer o Senhorio de Cristo e se sujeitar a ele de forma prática, reconhecendo que não existe um nome maior ou mais digno pelo qual devemos ser identificados e ao qual devemos estar congregados além do Nome de Jesus.

Sugiro que você baixe para ler o e-book "Cristo, o Centro - Por que nos reunimos somente ao Seu Nome?" de Charles Stanley. O link segue abaixo. Leia atentamente e em oração comparando tudo com a Palavra de Deus.

http://acervodigitalcristao.com.br/livretes/cristo-o-centro-por-que-nos-reunimos-somente-ao-seu-nome/

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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