As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Dez anos de 3 minutos



https://youtu.be/2WRLIznCu3k

Em Junho de 2008 foi publicado o primeiro episódio em texto de "O Evangelho em 3 Minutos". No dia 21/06/2008 foi ao ar o primeiro vídeo. Hoje dez anos se passaram e Deus usou este instrumento para levar muitos a conhecer que a salvação é por graça, por meio da fé, e não por boas obras, frequência a uma igreja, perseverança, conduta etc. A reação de ódio de religiosos carolas e legalistas, às vezes até maior que de céticos, pagãos e ateus, me levou a fechar a área de comentários.

O site "O que respondi..." já existia em modo texto, mas os vídeos só começaram a ser publicados anos depois em Julho de 2014. O interesse por este canal, que é mais polêmico por responder perguntas em grande parte de pessoas presas a sistemas religiosos, ultrapassou o do "Evangelho em 3 Minutos". Nesse período o canal de vídeos do "O que respondi" atingiu 34.529.012 visualizações e obteve 206.622 inscritos, um número bem maior que as 10.820.840 visualizações e 44.539 inscritos do canal "3 minutos".

Mas este canal de perguntas e respostas também acaba sendo evangelístico, pois ele é mais dirigido a levar o evangelho aos que se denominam cristãos e que nunca tiveram a certeza de sua salvação, por causa dos erros do pentecostalismo e outras doutrinas contrárias à graça. Deixo aqui minha gratidão a Deus por ter sustentado este trabalho, e também por ter sustentado a mim, apesar da oposição que sempre existiu à apresentação clara da graça de Deus, da parte de minha própria carne, de homens — às vezes até irmãos em Cristo — e demônios.

Tenho aprendido que estamos diante de uma geração que não sabe ou não gosta de ler. Sempre recebo mensagens com dúvidas pedindo para eu responder em vídeo. Tudo indica que a pessoa não irá ler se eu responder em texto. Mas poucos sabem que não costumo responder em vídeo; eu respondo em texto e, se achar relevante, só depois é que gravo em vídeo. Minha experiência nos últimos anos com texto, vídeo e áudio me ajudou a entender esse comportamento e procurar chegar com a Palavra de Deus onde as pessoas estão (e entenda por "onde" muito mais que um lugar físico).

Anos antes de lançar os sites "O que respondi" em 2005 e o "Evangelho em 3 Minutos" em 2008 eu já mantinha o "Histórias de Verdade", e houve um momento de grande estresse e fraqueza, por olhar para as ondas e o vento mais do que para Cristo, em que estava decidido a "tirar da tomada" e deixar tudo para lá. Felizmente Deus me sustentou nas horas mais difíceis, tem me sustentado e sei que sustentará. Parodiando Paulo, ainda que em uma escala infinitamente menor, "em tudo fomos atribulados: por fora combates, temores por dentro, mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou". (2 Co 7:5-6).

O tempo e as experiências difíceis ajudaram a entender melhor o que o apóstolo quis dizer: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus." (2 Co 1:3-4).

Também agradeço a todos os queridos "piratinhas do bem", irmãos e irmãs de minha rede de leitores e espectadores que têm, sistemática e e incansavelmente, copiado, replicado, multiplicado todo este material diretamente nas redes sociais, ou imprimindo, gravando em CDs, DVDs e pendrives para distribuir a fim de que a Palavra possa chegar aos mais remotos rincões do planeta. Nas estatísticas eu consigo ver o número de países onde tem alguém lendo ou assistindo, e isso me anima bastante a continuar.

Anos antes de debutar no meio virtual eu já trazia experiência em mídia impressa, tendo sido um dos dinossauros da Internet no Brasil. Meu primeiro livro, publicado em 2001, tratava da "bolha" da Internet e tinha por título "Crônicas de uma Internet de Verão". A experiência em comunicação com novas mídias me levou, no início deste século 21, a ser convidado para lecionar em um MBA na Uninove. Meus alunos eram profissionais de TI que conheciam muito mais de tecnologia de redes e Internet do que eu, mas lhes faltava conhecer o potencial de comunicação e marketing trazido por essa nova cultura.

Desde cedo aprendi que é praticamente impossível se aferrar às velhas noções de direitos autorais se você quiser que a sua mensagem seja ouvida neste universo ainda desconhecido de alguns. Aprendi isso, como também aprendi nas duas ou três aulas de judô que minha mãe me obrigou a ir quando criança, que o segredo estaria em usar a força e impulso do oponente para dar seu golpe, e não em exercer força contrária para barrá-lo. Uma newsletter de negócios que lancei na virada do milênio e ultrapassou os dez mil assinantes trazia esta mensagem na parte do Copyright: "Informação livre. Copie, imprima, distribua, envie por e-mail, carta, fax, rádio e TV. Ou pombo-correio! Os direitos permanecem com o autor. Mantenha o texto e os créditos na íntegra.".

Nos primeiros vídeos do "Evangelho em 3 Minutos" eu ainda me preocupava que meu material pudesse ser utilizado de maneira errada, ou para ser corrompido, ou para ser associado junto com minha imagem a alguma igreja ou religião evangélica, ou então que alguém passasse a vendê-lo ou usá-lo para angariar doações. Por isso colocava um aviso no final de cada vídeo dizendo que era permitido copiar e compartilhar, mas era proibido vender ou exibir em igrejas, rádio e TV.

Sabe o que aconteceu? O aviso só servia para inibir os sinceros, que acabavam receosos de compartilhar com amigos, e não teve qualquer efeito nos desonestos, que usavam ou vendiam de qualquer jeito, com proibição ou sem. Mesmo assim dou graças a Deus, pois a Palavra de Deus foi espalhada, de forma justa ou injusta, e retirei aquele aviso depois de receber mensagens como a de um que se converteu depois de comprar um DVD num camelô, e outro do Rio Grande do Sul que ouviu uma mensagem numa rádio comunitária.

Outra coisa que agradeço a Deus foi ele ter me dado uma profissão (palestrante empresarial) que permite que eu tenha muito tempo livre para trabalhar nesta obra. Se eu precisasse bater cartão de manhã e à tarde provavelmente não teria esse tempo todo, embora saiba que muitos irmãos e irmãs que trabalham em um emprego regular cumprindo horários ainda encontram tempo para se dedicar ao Senhor e à sua obra. Deus sabe bem onde ele coloca cada um dos seus.

Minha experiência com evangelização remonta a Internet e começou em 1979, quando recém convertido escrevi e desenhei uma série de folhetos evangelísticos em formato quadrinhos, que chegaram a ser impressos e distribuídos em pequena quantidade. Não guardei nenhum, mas se o Senhor guardou algum deles no coração de alguém, isso é o que importa. Você encontra mais sobre essa minha experiência com a comunicação impressa no artigo "Mídia impressa ou eletrônica, qual é melhor?". Para encerrar, enquanto agradeço aos que têm orado por este trabalho, três versículos me vêm à mente:

"Ainda que a minha casa não seja tal para com Deus, contudo estabeleceu comigo uma aliança eterna, que em tudo será bem ordenado e guardado, pois toda a minha salvação e todo o meu prazer está nele, apesar de que ainda não o faz brotar." (2 Sm 23:5).

"Então tomou Samuel uma pedra, e a pós entre Mizpá e Sem, e chamou-lhe Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor." (1 Sm 7:12).

"Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres." (Sl 126:3).

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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