As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Nao devemos confiar em quem ensina marketing?



https://youtu.be/Qbj7NreRnrs

Encontrei um comentário deixado em tom de alerta aos outros espectadores em um de meus vídeos de pregação do evangelho, e talvez seja de um pastor, pois encontrei um homônimo no Facebook: "Não acredite em quem ensina marketing". Interessante a ideia que pessoas fazem de uma disciplina tão ampla quanto o marketing, que só foi codificada no final dos anos 50 e início dos 60, mas sempre permeou todas as profissões.

Paulo fazia marketing quando comercializava suas tendas. Ele observada as necessidades das pessoas, seus desejos, expectativas, capacidade de compra etc. e aí fabricava suas tendas para terem boa aceitação no mercado. O próprio cálculo do preço de suas tendas era o resultado de uma das ferramentas do marketing, que é calcular o preço de uma mercadoria ou serviço considerando custos, lucro, mercado e concorrência. Isso é um processo de marketing ou mercancia, que o dicionário define como "ato, processo ou efeito de mercanciar, de mercadejar".

Mas se alguém acha que marketing seja a estratégia de empurrar goela abaixo um produto ou serviço supérfluo terá dificuldade em entender como "uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura" (At 16:14) poderia vender sua púrpura sem uma mentalidade de marketing. Afinal, a púrpura, um corante extraído de moluscos do Mediterrâneo, não servia para nada além de deixar coloridos os tecidos, algo perfeitamente dispensável para quem acha que só devemos comprar coisas necessárias.

No entanto, você encontrará na Bíblia a púrpura mencionada desde as ofertas que deviam ser levadas aos sacerdotes pelos hebreus no deserto, como sendo usada na confecção das cortinas do tabernáculo e vestes sacerdotais juntamente com diferentes pedras preciosas, que nenhuma necessidade prática tinham além da estética e, evidentemente, servirem de figuras de coisas celestiais. As mesmas coisas foram utilizadas na construção e decoração do Tempo de Jerusalém.

Mas quando Ezequiel fala do Rei de Tiro como figura de Satanás, diz que "linho fino bordado do Egito era a tua cortina, para te servir de vela; azul e púrpura das ilhas de Elisá era a tua cobertura" (Ez 27:7), mostrando que a mesma púrpura que Deus requereu na adoração do Antigo Testamento, e era vendida por Lídia no Novo para fins estéticos, também seria apreciada pelo diabo. E não só isso, mas essa substância que embelezava reis foi usada pelos inimigos do Senhor, em forma de gozação, em sua condenação: "E vestiram-no de púrpura, e tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça." (Mc 15:17).

A grande meretriz, de Apocalipse, que é a versão final da cristandade apóstata na terra após o arrebatamento dos verdadeiros salvos, a Igreja de Deus, aparece "vestida de púrpura e de escarlata", e entre as coisas que mercadejava (ou que faziam parte de seu marketing) estavam "mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de pérolas, e de linho fino, e de púrpura" (Ap 17:4; 18:12). E pensar que Lídia era uma vendedora de púrpura! Seria ela uma cristã confiável?

Por isso comentários assim só podem vir de alguém cuja ignorância do termo só supera o seu desconhecimento da Bíblia e das atividades que os primeiros cristãos e todos os demais praticavam e praticam. Dizer que alguém que ensina marketing não é confiável é o mesmo que dizer que cristão algum é confiável por de algum modo ter uma estratégia de divulgação e venda de seus produtos ou serviços. Inclua-se aí não só todas as profissões, de comerciantes a prestadores de serviços, mas até o profissional que elabora um currículo em busca de um emprego. Seu currículo faz parte de sua estratégia de marketing para vender seus talentos e capacidades.

Se minha suspeita for verdadeira — de que o alerta publicado nos comentários de um de meus vídeos evangelísticos tenha partido de um pastor —, o que ele fez é também uma ação de marketing visando desacreditar o que ele enxerga como concorrência. Não são poucos hoje os líderes religiosos que do púlpito tentam aterrorizar suas ovelhas para que não leiam meus textos ou vejam meus vídeos. Recebi de um irmão esta mensagem: "O pastor em minha igreja disse no púlpito para ninguém assistir os vídeos de Mario Persona porque é coisa do anticristo.".

Se este e outros tivessem estudado um pouco de marketing saberiam que um tiro assim pode sair pela culatra. Muitos me escrevem dizendo que descobriram meu site e canal no Youtube depois do alerta que ouviram na igreja que frequentavam. Teve até um que assistiu um vídeo de um ateu falando tão mal de mim que quis saber quem era esse monstro. Ele me escreveu dizendo: ""Graças a Deus encontrei em um vídeo que um certo ateu falava de um tal de Mario Persona. Fiquei curioso em saber quem era esse cara e descobri o evangelho verdadeiro. Amo a Cristo muito mais agora, não tenho mais medo Dele, não tenho medo mais de Deus. Não tenho medo da morte, não tenho medo das doenças, não tenho medo da vida, da velhice, de nada mais.".

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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